quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

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Estações da vida.



Folhas de outono... caídas, desbotadas , frágeis , desgarradas de sua origem, agora caem murchas pelo chão . Tão cheias de memórias , testemunhas de tantas historias , lembram com nostalgia da época feliz de suas flores, dos seus amarelos cheios de vida, de esperança, irradiando uma luz única. Regadas com sorrisos bobos de uma insana pureza, hoje surpreendida pela passagem repentina do tempo, por seus ventos tempestuosos .
 A flor por mais que já tenha passado por varias estações nunca esta preparada para os seus efeitos, nunca está. Alguém poderá dizer que nunca devera ter saído da proteção de seu botão. Mas se esta não fosse corajosa o bastante para se abrir aos raios de sol, por mais nublados que fossem, os jardins da vida não passariam de campos verdes, comuns , sem o colorido destas.
Frágeis flores, que sofrem pela ação externa , que muitas vezes são arrancadas grosseiramente por mãos de interesses vagos e momentâneos , murcham desgostosas com sua condição. E depois ? .... só sobram folhas amareladas, desgastadas, sedentas pela água restauradora capaz de corrigir os erros dos maus tempos, dos maus jardineiros, do passado solitário. Carregadas de memórias que só acontecem lá fora , com os outros transeuntes . Espera ainda cansada pela chuva serôdia.


A flor

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